O Banco de Brasília (BRB) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que eventuais delações sobre o Caso Master prevejam a reserva de dinheiro para cobrir os prejuízos causados ao banco em sua relação com a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

Em comunicado ao mercado, o BRB informou que protocolou uma petição incidental com pedido de tutela cautelar, visando resguardar seu direito à eventual recomposição integral de danos sofridos. Até o momento, não há acordo de delação premiada assinado envolvendo os investigados no Caso Master.
O pedido é uma medida preventiva, segundo o banco, e não há definição quanto à existência, quantificação ou efetiva realização de quaisquer valores a serem eventualmente recuperados. A iniciativa visa à eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive em acordos de colaboração premiada.
O BRB citou a lei que rege a delação premiada e o Código Penal, afirmando que eventuais valores recuperados devem priorizar a reparação dos prejuízos causados às partes lesadas.
Entrega do balanço adiada
Na noite de terça-feira (31), o BRB anunciou que não cumpriria o prazo legal para divulgar o balanço consolidado de 2025. A legislação exige que todas as instituições financeiras apresentem suas demonstrações financeiras do ano anterior até o fim de março.
O adiamento se deve à necessidade de conclusão dos trabalhos da auditoria forense contratada para apuração dos eventos relacionados à operação ‘Compliance Zero’ e à adequada avaliação, pela Administração e pelo Auditor Independente, de seus potenciais impactos. O presidente do BRB explicou que pode haver diferença de números ou pessoas que levaram à detecção do prejuízo.
O Conselho de Administração do BRB sinalizou que convocará uma assembleia para 22 de abril.
Fonte: G1