O Banco de Brasília (BRB) adiou a divulgação de seu balanço financeiro de 2025 e convocou uma nova assembleia de acionistas para 22 de abril. O objetivo é aprovar um aporte de capital para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master, estimado em aproximadamente R$ 8 bilhões.
O banco estatal reafirmou em comunicado ao mercado seu compromisso com a transparência e a governança corporativa. O BRB não cumpriu o prazo regulamentar para divulgar os resultados financeiros de 2025, sendo este o segundo trimestre consecutivo sem a publicação do balanço.
A decisão de adiar a divulgação visa assegurar a fidedignidade e integridade das demonstrações financeiras, conforme informou a instituição. A auditoria contratada para apurar o rombo e a avaliação dos impactos pela administração do banco e pelo auditor independente ainda estão em andamento.
Problemas após compra de carteiras do Master
O BRB enfrenta dificuldades de patrimônio após adquirir carteiras problemáticas do Banco Master e tentar, sem sucesso, comprar a instituição de Daniel Vorcaro no ano passado. O banco estatal está sob investigação por crimes no sistema financeiro.
Busca por aporte e garantias
O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, solicitou um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para realizar um aporte no BRB antes de deixar o cargo. No entanto, o FGC determinou a adesão de outros bancos, públicos ou privados, para apoiar a operação.
O BRB também planeja utilizar um fundo imobiliário para levantar recursos, mas enfrenta obstáculos jurídicos. Uma lei aprovada pelo governo do DF ofereceu nove imóveis para venda, transferência ao banco, uso como garantia de empréstimo ou estruturação em fundo imobiliário, mas a legislação foi contestada judicialmente.
Nova gestão e busca por ajuda
A governadora Celina Leão pretende dar continuidade ao plano de salvamento do banco e não descarta buscar auxílio do governo federal. A gestão atual avalia a substituição do secretário de Economia do DF, Daniel Izaias de Carvalho, que articulava o aporte, pelo economista Valdivino José de Oliveira.