Bolsas europeias encerram pregão sem direção única sob pressão de tensões no Oriente Médio

Bolsas europeias fecham com direções distintas pressionadas por tensões no Oriente Médio e dados de retração econômica na zona do euro.
Bolsas europeias encerram pregão sem direção única sob pressão de tensões no Oriente Médio em contexto de Finanças do Brasil Bolsas europeias encerram pregão sem direção única sob pressão de tensões no Oriente Médio em contexto de Finanças do Brasil
Bolsas europeias encerram pregão sem direção única sob pressão de tensões no Oriente Médio em destaque no AEconomia.news.

Os principais índices acionários da Europa encerraram o pregão desta quinta-feira (23) sem uma direção única. O mercado reagiu com cautela à escalada das tensões no Oriente Médio, à divulgação de balanços corporativos e a dados econômicos que indicam contração na zona do euro.

Impacto geopolítico no Estreito de Ormuz

O cenário de incerteza é agravado pelo impasse no Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou o controle da Marinha americana sobre a passagem e ordenou que forças militares atuem contra embarcações que instalem minas navais na região. A medida ocorre em meio a atritos diplomáticos com o Irã e apreensão de petroleiro por suspeita de contrabando.

Estrategistas do UBS GWM destacaram que a continuidade do conflito dificulta a normalização dos fluxos de energia. O movimento pode pressionar o crescimento econômico global caso os preços do Petróleo permaneçam elevados por período prolongado.

Indicadores e balanços corporativos

A região também digeriu dados desfavoráveis. O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro caiu para 48,6 em abril, entrando em zona de contração. Na Alemanha, o indicador recuou para 48,3, levando o Ministério da Economia a revisar a projeção de crescimento do país para 2026, fixando-a em 0,5%.

No setor corporativo, os resultados apresentaram desempenho misto:

  • L’Oréal:AsAçõesvalorizaram cerca de 9% após a companhia registrar o crescimento trimestral mais rápido dos últimos dois anos.
  • Nestlé:Os papéis subiram entre 4,7% e 6%, impulsionados por vendas orgânicas acima das expectativas do mercado.
  • STMicroelectronics:Os ativos dispararam quase 14,5% com perspectivas ligadas à inteligência artificial.
  • Nokia:Avançou 5,6% após superar as previsões de lucro.
  • Heineken:Recuou cerca de 1,2% devido à fraqueza nas vendas de cerveja.

Desempenho dos índices

No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 registrou variação próxima a 0,10%, encerrando em 614 pontos. Entre os principais mercados, o FTSE 100 (Londres) caiu 0,19% e o DAX (Frankfurt) recuou 0,16%, enquanto o CAC 40 (Paris) registrou alta de 0,87%.

Fonte: Globo

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