Membros da OTAN no flanco leste, como os países bálticos, preparam-se para uma possível redução do envolvimento dos Estados Unidos na aliança. Enquanto alguns aliados dos EUA mantiveram cautela em relação à guerra contra o Irã, Letônia, Lituânia e Estônia adotaram uma postura de apoio.






Os líderes bálticos consideraram a operação militar contra o Irã compreensível, citando o programa nuclear iraniano, ameaças a países vizinhos e o apoio à Rússia. A Lituânia expressou disposição em fornecer tropas, caso solicitado por Washington, e a Estônia sinalizou a possibilidade de enviar embarcações de desminagem para o Estreito de Hormuz.
Apoio Crucial para a Segurança Báltica
O apoio aos Estados Unidos é visto como fundamental para a segurança dos países bálticos, especialmente diante da ameaça representada pela Rússia. Recentemente, o Ministério das Relações Exteriores russo alertou os três países sobre “consequências sérias” devido ao suposto uso de seu espaço aéreo por drones que atacaram a Rússia, alegações firmemente negadas pelos estados bálticos.
Os países bálticos se posicionaram como “aliados modelo”, respondendo prontamente ao chamado dos EUA para aumentar os gastos com defesa. Em 2025, a Polônia destinou 4,5% do PIB para defesa, seguida pela Lituânia (4%), Letônia (3,7%) e Estônia (3,4%), superando os 3,2% dos Estados Unidos.
Estratégia de Dissuasão e Planejamento de Contingência
A política dos países bálticos visa “não irritar Donald Trump” e manter a abordagem de segurança existente desde 2022. A estratégia atual de dissuasão por negação pressupõe que um adversário não ousará atacar países da OTAN se tiver certeza de que não alcançará seus objetivos.
A possibilidade de uma menor participação dos EUA na OTAN não surpreendeu os estados bálticos. Pesquisas indicam que uma parcela significativa da população acredita que a OTAN lutaria pelo país em caso de ataque, mas a consciência da responsabilidade própria pela defesa impulsionou o desenvolvimento de guardas nacionais.
Reforço da Presença da OTAN
Em preparação para um possível menor envolvimento dos EUA, os países bálticos buscam o reforço de contingentes militares de outras nações da OTAN. A Alemanha, por exemplo, planeja aumentar seu contingente na Lituânia para 4.800 militares e 200 funcionários civis até 2027. Uma brigada multinacional liderada pelo Canadá opera na Letônia, e o Reino Unido lidera um grupo de batalha na Estônia.
Aumentar o contingente militar é uma prioridade para diplomatas e militares. Além disso, os países bálticos devem agilizar a preparação de sua infraestrutura militar, como sistemas antitanque e antitanque, para garantir sua segurança caso os Estados Unidos redefinam seu papel na OTAN.
Fonte: Dw