Alckmin defende manutenção da ‘taxa das blusinhas’ e nega decisão sobre revogação

Geraldo Alckmin defende a manutenção da taxa das blusinhas e nega decisão do governo sobre o fim da cobrança de 20% em importações de até US$ 50.
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Alckmin defende manutenção da 'taxa das blusinhas' e nega decisão sobre revogação em destaque no AEconomia.news.

O vice-presidente e presidente em exercício, Geraldo Alckmin, reiterou nesta quinta-feira (16) o apoio do governo à cobrança do imposto de importação sobre encomendas internacionais, medida popularmente conhecida como taxa das blusinhas. Durante coletiva de imprensa, Alckmin afirmou que não há qualquer decisão oficial para revogar a taxação de 20% incidente sobre compras de até US$ 50.

Defesa da medida e proteção ao emprego

Para o vice-presidente, a manutenção do tributo é uma ferramenta necessária para proteger a indústria e os postos de trabalho no Brasil. Alckmin destacou que, mesmo com a soma da taxa federal e do ICMS estadual, a carga tributária sobre produtos estrangeiros permanece inferior à aplicada sobre a produção nacional, que se aproxima de 50%.

A posição de Alckmin responde à pressão de 67 associações de empresários e trabalhadores, que enviaram um ofício ao governo classificando uma eventual revogação da medida como uma manobra eleitoreira. O setor defende que o tributo é fundamental para equilibrar a competitividade do mercado.

Divergências internas e cenário político

A declaração do presidente em exercício contrasta com sinalizações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a cobrança como desnecessária e reconheceu o desgaste político gerado pela medida. Além disso, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, manifestou abertura para discutir a revogação do imposto caso seja consultado.

Arrecadação e equilíbrio fiscal

O imposto desempenha um papel relevante para o orçamento federal. Em janeiro de 2026, a arrecadação com a taxa atingiu R$ 425 milhões, representando um crescimento de 25% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ao longo de 2025, a medida contribuiu com R$ 5 bilhões aos cofres públicos, sendo aprovada pelo Congresso para regular a entrada de produtos estrangeiros.

Fonte: G1

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