As ações de petroleiras registraram quedas significativas, destoando do otimismo geral dos mercados, após notícias sobre um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, por onde transita uma parcela importante do petróleo mundial, pressionou os preços da commodity.


O petróleo Brent recuou mais de 13%, fechando abaixo de US$ 100 por barril, enquanto o WTI americano caiu cerca de 16%. Essa desvalorização ocorreu em meio à esperança de que o estreito voltasse a operar normalmente, permitindo a circulação de suprimentos retidos.
No mercado acionário, empresas como Petrobras, Prio, Brava e PetroRecôncavo apresentaram perdas entre 2% e 5,5%. As ações chegaram a cair mais acentuadamente durante o pregão, refletindo a forte derrocada dos preços do petróleo.
A reviravolta diplomática ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irã. A decisão veio pouco antes do fim de um prazo estabelecido para que o Irã abrisse o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à sua infraestrutura.
O Irã, por sua vez, indicou que interromperia seus ataques se os ataques contra si cessassem. O país afirmou que o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz seria possível por duas semanas, em coordenação com as forças armadas iranianas.
Analistas apontam que, teoricamente, a oferta de petróleo bruto e derivados retida atrás do Estreito deveria ser liberada gradualmente. No entanto, a possibilidade de o Irã ameaçar o Estreito de Ormuz com mais frequência no futuro pode levar o mercado a precificar um risco maior para a rota marítima.
A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã em março resultou no maior aumento mensal do preço do petróleo da história, superando 50%.
Fonte: Infomoney