Governo proíbe mercados de previsão e bloqueia 27 empresas

O Conselho Monetário Nacional proibiu o funcionamento de mercados de previsão no Brasil, atingindo 27 empresas de apostas de eventos reais.
Fachada do Ministério da Fazenda em Brasília. Fachada do Ministério da Fazenda em Brasília.
Governo proíbe mercados de previsão e bloqueia 27 empresas em destaque no AEconomia.news.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou uma resolução que veta o funcionamento dos mercados de previsão no Brasil. A medida impede plataformas que operam contratos financeiros baseados em resultados de eventos reais, como eleições e esportes, restringindo a atuação de empresas como Kalshi e Polymarket no país.

O que você precisa saber

  • A proibição abrange 27 empresas identificadas pelogoverno federal.
  • A norma não altera as operações das casas de apostas já reguladas peloMinistério da Fazenda.
  • As novas determinações entram em vigor a partir de 4 de maio.

Impacto regulatório e proteção ao consumidor

O governo federal classificou o modelo de predição como um mecanismo de contorno à legislação vigente para apostas. Representantes do setor de apostas legalizadas solicitaram a restrição, sob o argumento de que tais plataformas operavam sem as exigências de proteção ao consumidor e integridade esportiva, criando uma concorrência desleal.

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, enfatizou que a decisão visa proteger a renda familiar e prevenir a exposição a práticas financeiras consideradas inseguras. O governo reforça que esses modelos não possuem respaldo legal adequado dentro do sistema financeiro nacional.

Críticas e alcance da resolução

O Instituto Livre Mercado criticou a resolução, argumentando que o CMN teria extrapolado sua competência ao restringir a negociação de contratos derivativos. A entidade defende que a medida representa um retrocesso na inovação financeira e amplia a insegurança jurídica ao afastar novas tecnologias.

A resolução 5.298 do CMN esclarece que o mercado de derivativos atrelado a índices financeiros e econômicos tradicionais segue liberado. O órgão, composto pelo presidente do Banco Central e pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, reiterou que a ação busca conter modalidades que fogem ao regime regulatório atual.

Fonte: Estadão

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