A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira para manter as prisões preventivas de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e do advogado Daniel Monteiro. Ambos são investigados na Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.
Votação da Segunda Turma
O relator, ministro André Mendonça, obteve os votos favoráveis de Luiz Fux e Nunes Marques, consolidando o placar de 3 a 0. O ministro Gilmar Mendes acompanhou o voto pela manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa, mas divergiu quanto ao advogado Daniel Monteiro, sugerindo a conversão para prisão domiciliar. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito e não participou do julgamento.
Esquema de fraude em operações de crédito
As investigações conduzidas pela Polícia Federal indicam um esquema de venda de carteiras de crédito sem lastro entre o Banco Master e o BRB. Segundo os autos, o ex-presidente do banco distrital teria facilitado operações irregulares em troca de propina, que envolveria imóveis de luxo avaliados em R$ 146 milhões. A suspeita é de que o executivo tenha atuado como representante dos interesses de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, dentro da estatal.
Impacto no sistema financeiro
O advogado Daniel Monteiro é apontado como responsável pela estrutura jurídica e ocultaçāo de capitais nas transações. Enquanto a defesa sustenta a regularidade técnica da atuação, o caso gera desdobramentos significativos para a instituição financeira. O BRB, que teria injetado R$ 12 bilhões nas operações sob suspeita, ainda não apresentou o balanço de 2025, impactado pelos prejuízos bilionários apontados pela investigação.
Fonte: UOL