O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou seu posicionamento político voltado ao setor do agronegócio ao criticar as atuais políticas de demarcação de terras indígenas. Durante evento na feira Norte Show, em Sinop (MT), o parlamentar afirmou que, em um eventual Governo alinhado ao seu espectro ideológico, novas reservas não seriam homologadas.

O que você precisa saber
- Flávio Bolsonaro articula apoio do agronegócio visando asEleiçõesde 2026.
- O senador propõe a revisão da moratória da soja e maior oferta decréditorural.
- A disputa pelo voto do campo é intensificada pela presença do governadorRonaldo Caiado.
A estratégia do senador busca reativar a base de apoio que sustentou o governo de Jair Bolsonaro, focando na segurança jurídica para o setor produtivo. As propostas apresentadas incluem a redução de burocracias e a facilitação de acesso a recursos no Plano Safra. O parlamentar também indicou pretensão de levar a discussão sobre a moratória da soja a instâncias como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Supremo Tribunal Federal.
Disputa pelo eleitorado rural
O cenário político atual apresenta maior competitividade entre a direita, especialmente com a pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado (PSD). A figura de Caiado, com longa interlocução junto ao setor ruralista, alterou o equilíbrio de forças e forçou o grupo do PL a reavaliar sua abordagem para conquistar votos no segmento agro.
Pressão por composição de chapa
Lideranças do setor defendem que a chapa conservadora para 2026 inclua um nome com ligação direta com o campo. Nomes como a ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS) aparecem no debate, embora a parlamentar foque na presidência do Senado. Outras alternativas discutidas incluem a deputada Simone Marquetto (PP-SP) e o governador Romeu Zema (Novo).
Fonte: Infomoney