Setor de bares e restaurantes registra alta no primeiro trimestre

O setor de bares e restaurantes encerra o primeiro trimestre de 2026 com alta de 2,8%, segundo o Índice Abrasel-Stone, superando desafios macroeconômicos.
Movimentação em bares e restaurantes brasileiros durante o primeiro trimestre de 2026. Movimentação em bares e restaurantes brasileiros durante o primeiro trimestre de 2026.
Setor de bares e restaurantes registra alta no primeiro trimestre em destaque no AEconomia.news.

O setor de bares e restaurantes registrou um crescimento acumulado de 2,8% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O recuo pontual de 0,5% observado em março frente a fevereiro não impediu o saldo positivo no consolidado, segundo dados do Índice Abrasel-Stone.

O relatório, elaborado pela Stone em parceria com a Abrasel, indica estabilidade em março na comparação interanual. Este é o sexto mês consecutivo em que o segmento mantém um patamar de vendas igual ou superior ao verificado no mesmo período de 2025, com 14 dos 24 estados monitorados apresentando alta.

Desempenho e expectativas do setor

O início de 2026 impôs desafios operacionais, com um aumento no número de empresas operando no prejuízo e limitações para o repasse da inflação aos preços dos cardápios. O setor projeta recuperação impulsionada por datas sazonais e eventos esportivos, como a Copa do Mundo.

Analistas destacam que a resiliência do segmento ocorre apesar do ambiente de crédito restritivo. Segundo especialistas, a manutenção da renda e a estabilidade do mercado de trabalho seguem como pilares para a sustentação do consumo discricionário frente ao endividamento das famílias.

Disparidades regionais nas vendas

O levantamento aponta diferenças marcantes entre os estados brasileiros em março. O Amazonas liderou o desempenho positivo com alta de 19,5%, seguido por Tocantins (9,5%) e Paraíba (7,5%). Em contraste, a Bahia e o Espírito Santo apresentaram os resultados mais negativos, com quedas de 8,6% e 8,2%, respectivamente.

O monitoramento do consumo segue sob atenção de instituições financeiras, que analisam o impacto das condições de crédito na economia real. A adaptação dos estabelecimentos ao comportamento dos consumidores é considerada um fator estratégico para as projeções dos próximos meses.

Fonte: Infomoney

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