O PL articula o nome de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), como pré-candidato ao Senado pelo estado. A movimentação ocorre após reuniões estratégicas realizadas entre o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, reforçando o alinhamento interno necessário para a disputa eleitoral de 2026.
O cenário político no PL
A definição oficial enfrenta desafios internos na direita paulista. Embora a cúpula do PL demonstre apoio à candidatura de André do Prado, a decisão final ainda depende do aval de Eduardo Bolsonaro. O nome do atual presidente da Alesp é considerado um articulador estratégico para a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), sendo visto como um perfil mais moderado dentro do espectro conservador.
Desafios e estratégias eleitorais
A fragmentação de candidaturas no campo conservador gera preocupação entre as lideranças partidárias. Existe o receio de que a pulverização de votos, com possíveis candidaturas de nomes como Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo), prejudique a consolidação da direita no pleito estadual. O objetivo do partido é evitar a dispersão do eleitorado e fortalecer uma base sólida para a sucessão.
Alianças e movimentações partidárias
A disputa por vagas no Senado reflete a complexidade das alianças regionais em São Paulo. Enquanto o PL busca unificar seu palanque, outros grupos políticos já se organizam, como a Rede, que oficializou apoio a Marina Silva. O governador Tarcísio de Freitas mantém cautela, evitando intervenções diretas na escolha, que permanece sob forte influência da família Bolsonaro.

Fonte: Infomoney