As principais centrais sindicais da Função Pública rejeitaram a proposta de oferta de emprego público para a Administração Geral do Estado apresentada pelo Governo. As entidades apontam falta de transparência e consideram o volume de vagas insuficiente para atender às demandas do serviço público, incluindo a regularização de imigrantes.
O que você precisa saber
- Sindicatos criticam a ausência de dados sobre a distribuição de vagas por setores e regiões.
- A proposta atual mantém um patamar de oferta similar ao registrado em 2025.
- O planejamento voltado para gestão de emergências climáticas carece de detalhes operacionais.
Impasse nas negociações
Durante a Mesa Geral de Negociação, a pasta de Função Pública não apresentou os números definitivos de criação de postos. Essa lacuna de dados impede a avaliação técnica por parte das organizações, que exigem clareza estratégica. A UGT, junto com outras entidades representativas, reforçou que a ausência de informações impossibilita o avanço do acordo.
Histórico e expectativas
Em 2025, a oferta totalizou 36.588 postos, número inferior ao recorde de 2024, que superou 40.000 vagas. O Executivo busca acelerar a aprovação, mas a resistência das categorias indica que ajustes são necessários antes da submissão ao Conselho de Ministros.
Compromissos pendentes
O Governo prometeu convocar, nos próximos dois meses, cerca de 9.000 vagas de pessoal laboral acumuladas de 2023 e 2024. Sindicatos alertam que a medida é tardia, visto que parte das vagas de 2023 corre risco de expiração imediata caso não sejam processadas.
Fonte: Elpais