Mercado imobiliário dos EUA registra alta nas vendas pendentes

Vendas pendentes de moradias nos Estados Unidos crescem 1,5% em março, superando expectativas do mercado apesar da pressão dos juros e cenário externo.
Gráfico representando a variação das vendas de moradias nos Estados Unidos. Gráfico representando a variação das vendas de moradias nos Estados Unidos.
Mercado imobiliário dos EUA registra alta nas vendas pendentes em destaque no AEconomia.news.

As vendas pendentes de moradias nos Estados Unidos superaram as expectativas do mercado em março, com crescimento de 1,5% e atingindo o índice de 73,7. O dado, divulgado pela Associação Nacional de Corretores de Imóveis, surpreendeu analistas que projetavam uma alta de 0,5% para o período.

O que você precisa saber

  • O índice de vendas pendentes subiu 1,5% em março, superando a previsão de 0,5%.
  • As taxas de hipoteca registraram elevação no mês, impactadas pela volatilidade nos preços do petróleo.
  • A oferta limitada de imóveis e o custo docréditoseguem como desafios estruturais para o setor.

Impacto dos juros e cenário geopolítico

Apesar do desempenho positivo nas assinaturas de contratos, o setor imobiliário norte-americano enfrenta restrições significativas. A alta nas taxas de hipoteca, que acompanham os rendimentos dos Treasuries, reflete o aumento da aversão ao risco global. O conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, alimentando temores inflacionários que pressionam os juros de longo prazo.

Conforme dados da Freddie Mac, a taxa de hipoteca fixa de 30 anos atingiu média de 6,38% ao final de março, ante 5,98% em fevereiro. Esse cenário de incertezas geopolíticas, que também afeta ativos como o ouro, limita o fôlego do mercado habitacional.

Desempenho regional e perspectivas

O comportamento das vendas foi heterogêneo entre as regiões americanas. Enquanto o Nordeste e o Sul registraram aumento no volume de contratos, as regiões Oeste e Centro-Oeste apresentaram queda. Na comparação anual, o indicador de vendas pendentes recuou 1,1%, evidenciando que o mercado ainda lida com os efeitos de um ambiente macroeconômico restritivo.

Fonte: Infomoney

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