Governo do DF estuda securitização para aportar recursos no BRB

Governo do DF analisa securitização da dívida ativa para capitalizar o BRB. Medida enfrenta desafios legais e restrições sobre o uso de recursos.
Fachada da sede do Banco de Brasília em Brasília. Fachada da sede do Banco de Brasília em Brasília.
Governo do DF estuda securitização para aportar recursos no BRB em destaque no AEconomia.news.

O governo do Distrito Federal estuda realizar uma operação de securitização da dívida ativa para levantar recursos destinados ao Banco de Brasília (BRB). O aporte de capital é considerado necessário pela instituição para recompor seu caixa após prejuízos identificados em operações vinculadas ao Banco Master.

Restrições legais e desafios técnicos

A estratégia, atualmente em análise pela equipe da governadora Celina Leão, enfrenta questionamentos técnicos sobre a conformidade com a legislação federal. A securitização envolve a venda de créditos de tributos atrasados no mercado financeiro para antecipar o recebimento de valores, mediante concessão de descontos em multas e juros.

Conforme normas aprovadas pelo Congresso Nacional em 2024, os recursos provenientes dessa antecipação devem respeitar vinculações constitucionais obrigatórias, como investimentos em saúde e educação. O saldo remanescente é destinado prioritariamente à Previdência Social ou a novos investimentos públicos, gerando entraves para o uso direto no banco estatal.

Impacto no orçamento e alternativas

Analistas do Ipea alertam que o uso dessa verba para um aporte direto no BRB pode colidir com normas fiscais vigentes. A estruturação da operação exige a criação de uma empresa específica e a classificação rigorosa dos ativos, o que torna o processo complexo para demandas de liquidez imediata.

O BRB, controlado pelo governo distrital, busca viabilizar o aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões aprovado por seus acionistas. Entre as alternativas exploradas pela gestão, figuram solicitações de empréstimos ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e negociações com o governo federal, que mantém cautela sobre o socorro financeiro. O debate sobre a sustentabilidade das contas públicas regionais segue como ponto central da pauta econômica local.

Fonte: Estadão

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