O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (22) com recuo de 1,65%, atingindo 192.888 pontos. O movimento reflete uma realização de lucros após o feriado, que manteve o mercado brasileiro fechado na véspera. O índice oscilou entre a mínima de 192.687 pontos e a máxima de 196.132 pontos.
Desempenho setorial e blue chips
O resultado negativo foi impulsionado pela desvalorização de papéis do setor bancário. O Banco do Brasil liderou o recuo entre as instituições financeiras, com queda de 3,62%, seguido por Santander (-3,32%), Bradesco (-2,95%) e Itaú Unibanco (-2,89%). A Embraer registrou baixa de 6,01%, enquanto a Cogna recuou 6,97%.
Em direção contrária, as ações da Petrobras subiram, com os papéis preferenciais avançando 1,38% e os ordinários 1,86%. O movimento foi estimulado pela alta do petróleo tipo Brent, que superou a marca de US$ 100 o barril. A PetroReconcavo também registrou valorização de 3,82%.
Cenário externo e expectativas
Enquanto a bolsa brasileira operou em baixa, os índices de Wall Street atingiram máximas históricas. O mercado reagiu à decisão de Donald Trump de estender o cessar-fogo com o Irã. O Nasdaq subiu 1,64%, o S&P 500 avançou 1,05% e o Dow Jones teve alta de 0,69%.
Analistas indicam que a divergência ocorre devido à composição do Ibovespa, concentrado em commodities e setores sensíveis ao ciclo doméstico. Além disso, a revisão nas expectativas de lucro para empresas de tecnologia americanas influencia o fluxo de capital global.
Apesar da retração pontual, o Bank of America (BofA) elevou o alvo para o Ibovespa ao final de 2026, de 180 mil para 210 mil pontos. O dólar comercial encerrou o dia estável, cotado a R$ 4,974.
Fonte: Globo