Serra Verde garante piso de preços para terras raras nos EUA

Mineradora Serra Verde firma acordo de 15 anos nos EUA para exportação de terras raras, garantindo piso de preços e reduzindo dependência da China.
Operação de extração mineral em mina de terras raras. Operação de extração mineral em mina de terras raras.
Serra Verde garante piso de preços para terras raras nos EUA em destaque no AEconomia.news.

A mineradora brasileira Serra Verde firmou um contrato de compra e venda de 15 anos para a produção de terras raras extraídas de sua mina Pela Ema, localizada em Goiás. O acordo envolve um consórcio de investidores privados e estabelece pisos de preços para minerais essenciais à fabricação de ímãs permanentes, medida que visa reduzir a dependência global da China no setor de Tecnologia.

O que você precisa saber

  • O contrato cobre neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, fundamentais para veículos elétricos e turbinas eólicas.
  • O preço mínimo para o par neodímio e praseodímio (NdPr) foi fixado em US$ 110 por kg.
  • A iniciativa integra a estratégia ocidental de fortalecer cadeias de suprimentos domésticas para minerais críticos.

Impacto no mercado de minerais críticos

Atualmente, a China detém cerca de 90% da produção global de terras raras processadas, posição que gera tensões geopolíticas e preocupações sobre a manipulação de preços. O movimento da Serra Verde, que teve participação de aquisição pela USA Rare Earth, busca equilibrar essa balança comercial ao garantir previsibilidade de receita para a mineradora brasileira.

O acordo prevê que, caso os valores de Mercado superem os pisos estabelecidos, os ganhos excedentes serão compartilhados entre a USA Rare Earth e o veículo de propósito especial criado para a operação. Essa estrutura visa fomentar a viabilidade econômica de projetos fora do domínio chinês em um contexto onde a Geopolítica dos recursos naturais ganha relevância estratégica.

Diferencial da mina Pela Ema

Diferente de outros depósitos ocidentais, a mina da Serra Verde possui alta concentração de terras raras pesadas, como o disprósio e o térbio, com preços mínimos definidos em US$ 575 e US$ 2.050 por kg, respectivamente. A produção desses insumos é vital para aplicações de alta tecnologia, incluindo drones e equipamentos de defesa.

A USA Rare Earth planeja utilizar o suprimento consistente para fortalecer sua capacidade de fabricação de ímãs. A estratégia reflete o esforço das potências ocidentais em diversificar fontes de insumos para a transição energética, mitigando riscos de instabilidade no fornecimento de materiais estratégicos.

Fonte: Moneytimes

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