A consciência sobre a finitude cresce entre os brasileiros, com um movimento liderado pelas gerações mais novas. Segundo dados da Icatu Seguros, 67% dos entrevistados refletem sobre a morte com frequência, revelando uma mudança de comportamento cultural.
O levantamento aponta uma inversão geracional: 22% da Geração Z e 24% dos Millennials pensam sobre o tema regularmente. Em contraste, o índice entre os Baby Boomers é de apenas 7%, evidenciando que a percepção de vulnerabilidade é mais acentuada entre os mais jovens.
Impactos da instabilidade global
O aumento dessa reflexão está atrelado a um cenário de incertezas. Eventos como a pandemia, conflitos geopolíticos e mudanças climáticas atuam como gatilhos. Embora a consciência tenha avançado, a estratégia de alocação de recursos e a organização financeira permanecem em patamares baixos.
Descompasso entre patrimônio e proteção
A pesquisa destaca uma lacuna entre o acúmulo de bens e a estruturação de proteção financeira. Enquanto 53% dos participantes afirmam possuir investimentos ou poupança, apenas 12% contam com um Seguro de Vida. Esse descompasso expõe famílias a riscos financeiros em casos de afastamento do trabalho ou doenças graves.
Seguro como ferramenta de gestão de risco
Especialistas apontam que o desafio é converter a reflexão em ações práticas de planejamento. O seguro de vida funciona como instrumento de proteção de renda e patrimônio, garantindo liquidez e previsibilidade em momentos críticos.
Apesar de 59% dos entrevistados declararem que pretendem discutir o tema da finitude, apenas 16% possuem um planejamento estruturado. O cenário indica que, embora o tabu esteja sendo superado, a transição para uma gestão de riscos eficiente continua como o principal obstáculo para a segurança financeira das famílias.
Fonte: Infomoney