UBS recomenda diversificação de portfólio diante de tensões globais

O UBS recomenda diversificação de portfólio e proteção com ouro e commodities para enfrentar incertezas geopolíticas e a volatilidade do dólar.
Gráfico de indicadores financeiros globais e movimentação de moedas. Gráfico de indicadores financeiros globais e movimentação de moedas.
UBS recomenda diversificação de portfólio diante de tensões globais em destaque no AEconomia.news.

O UBS Wealth Management aponta que a resiliência na alocação de ativos representa a estratégia fundamental para investidores enfrentarem o atual cenário de incertezas geopolíticas, especialmente em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã. Segundo a instituição, a fragilidade nas negociações diplomáticas, somada às preocupações com inflação, dívida pública e os impactos da inteligência artificial, exige cautela e planejamento estratégico rigoroso.

Estratégias de proteção e diversificação

Para navegar em um ambiente volátil, o banco recomenda a manutenção de uma exposição diversificada em ações, abrangendo diferentes setores e regiões geográficas. A instituição reforça que a utilização de estratégias de proteção, conhecidas como hedge, constitui a forma mais eficaz de mitigar riscos de perdas potenciais sem abandonar a exposição ao mercado acionário.

O ouro e outras commodities figuram como instrumentos essenciais de proteção contra a inflação. O metal precioso deve continuar sustentado pela forte demanda de bancos centrais globais e pela tendência de diversificação das reservas internacionais, visando reduzir a dependência do dólar. Além disso, a expectativa de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve ao longo do ano tende a elevar a atratividade do ativo.

Perspectivas para o dólar e commodities

O UBS Wealth Management observa uma perda de força do dólar frente a outras moedas, com o índice DXY revertendo ganhos recentes. A projeção aponta para uma depreciação contínua da moeda norte-americana no médio prazo, impulsionada pela perspectiva de cortes de juros nos Estados Unidos. Contudo, o banco alerta que investidores devem evitar extrapolar essa tendência de curto prazo devido à imprevisibilidade do conflito no Oriente Médio, que pode afetar o fluxo de energia.

Quanto ao petróleo, a expectativa é de que o preço do barril tipo Brent permaneça acima de US$ 90 até o final de 2026, dado o tempo necessário para a normalização dos fluxos energéticos na região. O banco também mantém visão positiva para metais industriais, como cobre e alumínio, fundamentais para a transição energética global.

Fonte: Moneytimes

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