STF registra desconfiança recorde de 53% em pesquisa Quaest

Pesquisa Genial/Quaest aponta que desconfiança no STF alcançou recorde de 53% em abril, superando a metade da população pela primeira vez desde 2022.
Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília. Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília.
STF registra desconfiança recorde de 53% em pesquisa Quaest em destaque no AEconomia.news.

O Supremo Tribunal Federal enfrenta um cenário de crise reputacional, com a desconfiança da população atingindo o patamar recorde de 53% em abril. Os dados, revelados pela pesquisa Genial/Quaest, marcam a primeira vez que a descrença na Corte supera a marca de 50% desde o início da série histórica em 2022.

O que você precisa saber

  • O índice de desconfiança atingiu 53%, enquanto a parcela que confia no tribunal recuou para 41%.
  • A tendência de queda na credibilidade doJudiciárioacentuou-se entre agosto de 2025 e março de 2026.
  • A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Impacto regional e perfil socioeconômico

A rejeição ao STF apresenta variações expressivas conforme a demografia. Nas regiões Sul e Sudeste, a desconfiança alcança 62% e 59%, respectivamente. O levantamento também aponta uma correlação entre renda e percepção institucional: entre brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos, a taxa de desconfiança chega a 60%.

Em contrapartida, entre a população com renda de até dois salários mínimos, o cenário é de empate técnico, com 47% de desconfiança contra 45% de confiança. O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de abril de 2026, com metodologia de entrevistas presenciais.

Contexto institucional e mercado

A queda na avaliação da Corte coincide com o período de repercussão de escândalos no setor financeiro. A instabilidade institucional é um fator monitorado por analistas que observam o ambiente de negócios no país. A percepção de segurança jurídica é um dos pilares que influenciam o planejamento de grandes empresas, que já projetam fusões e aquisições de maior valor em 2026.

Fonte: Estadão

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