Ministro do Trabalho busca derrubar liminares da lista suja

O Ministério do Trabalho busca junto à AGU derrubar liminares que excluíram empresas da lista suja do trabalho escravo e reforça exigência de TACs.
Ministro do Trabalho Luiz Marinho em coletiva de imprensa sobre fiscalização trabalhista. Ministro do Trabalho Luiz Marinho em coletiva de imprensa sobre fiscalização trabalhista.
Ministro do Trabalho busca derrubar liminares da lista suja em destaque no AEconomia.news.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, articula junto à Advocacia-Geral da União (AGU) a revogação de liminares judiciais que removeram empresas da lista suja do trabalho análogo à escravidão. A iniciativa pretende reverter decisões que beneficiaram companhias, como a montadora BYD, que obteve autorização para sair do cadastro após fiscalização.

O que você precisa saber

  • OGoverno Federalbusca reverter judicialmente a exclusão de empresas da lista suja do trabalho escravo.
  • O ministro sugere que as companhias firmem um termo de ajustamento de conduta com a pasta.
  • A AGU informou que ainda não recebeu uma solicitação formal do Ministério do Trabalho para atuar no caso.

Posicionamento do Ministério

Marinho defende a autonomia da pasta na gestão dos autos de infração. O ministro nega interferência na exoneração do secretário de Inspeção do Trabalho e afirma que a avocação de processos é uma prerrogativa administrativa. Segundo o titular da pasta, o foco da medida não é uma empresa específica, mas a uniformidade na aplicação das normas que evitam a exposição na lista pública.

Alternativas para as empresas

O ministro aponta que as companhias possuem dois caminhos para evitar a inclusão no cadastro: o cumprimento rigoroso das normas trabalhistas ou a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Para o governo, o uso de liminares é uma solução arriscada, dado que a reversão judicial pode levar ao retorno imediato do nome da empresa à lista pública. O combate a práticas irregulares também impacta a reputação do Brasil no cenário econômico internacional.

Fonte: Estadão

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade