O Papa Leão 14 condenou a exploração de recursos naturais no continente africano, direcionando críticas a líderes que priorizam interesses corporativos em detrimento do bem-estar social. Durante visita a Angola, o pontífice denunciou a lógica do extrativismo que, segundo ele, gera sofrimento, desastres ambientais e desigualdade profunda.
Em discurso na capital Luanda, o líder religioso afirmou que interesses estrangeiros focados em petróleo e diamantes ignoram as necessidades da população local. O país, apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo da África subsaariana, enfrenta índices elevados de pobreza, com parcela significativa da população vivendo com menos de US$ 2,15 por dia, conforme dados do Banco Mundial.
Impacto do extrativismo na economia local
O pontífice exortou os líderes políticos angolanos a romperem o ciclo de dependência de interesses corporativos, defendendo que a gestão pública deve focar no desenvolvimento humano e não apenas na exportação de commodities. A crítica reflete uma preocupação crescente com a soberania econômica de nações ricas em minerais críticos, tema que também é debatido em análises sobre alívio geopolítico e cautela com juros globais.
Agenda do pontífice na África
A turnê de 10 dias do Papa Leão 14 pela África incluiu passagens por quatro países e percorreu quase 18.000 quilômetros. Antes de chegar a Angola, o líder celebrou uma missa em Yaoundé, nos Camarões, reunindo cerca de 200 mil pessoas. O roteiro reforça o posicionamento do pontífice sobre temas de desigualdade e justiça social, focando na realidade socioeconômica das nações visitadas.
Fonte: Infomoney