O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a estrutura atual do Conselho de Segurança das Nações Unidas durante a 1ª Reunião de Mobilização Progressista Global, realizada em Barcelona, na Espanha. O mandatário brasileiro questionou a eficácia do órgão na manutenção da estabilidade internacional e o poder de veto dos membros permanentes.
Críticas à governança global
Lula afirmou que o grupo, originalmente criado no pós-guerra para zelar pela paz, transformou-se em um conjunto de “senhores de guerra”. O conselho é composto por cinco membros permanentes — Estados Unidos, Reino Unido, China, Rússia e França — que detêm poder de veto sobre resoluções, além de dez países com assentos rotativos.
O presidente brasileiro apelou diretamente aos líderes dessas nações para que cumpram suas obrigações diplomáticas. Segundo Lula, é urgente a necessidade de convocar reuniões que interrompam conflitos armados, argumentando que a atual configuração geopolítica não comporta mais o nível de instabilidade vigente.
Tensões geopolíticas e impacto econômico
Além da crítica ao órgão da ONU, Lula manifestou preocupação com a escalada de tensões no Oriente Médio, mencionando especificamente a postura dos Estados Unidos em relação ao Irã. O presidente reforçou que a instabilidade gerada por ameaças constantes impacta o cenário global.
A discussão sobre o multilateralismo e a reforma das instituições globais é um tema recorrente na agenda do governo brasileiro, que busca maior representatividade para países emergentes em fóruns como o G20. A fala ocorre em um contexto de incertezas que afetam diversos setores, incluindo o comércio internacional.

Fonte: G1