O governo do primeiro-ministro Narendra Modi sofreu um revés significativo no Parlamento da Índia após a rejeição de uma emenda constitucional que propunha a implementação de cotas para mulheres no legislativo. A proposta, que também previa a expansão da Lok Sabha para mais de 800 assentos, não alcançou a maioria de dois terços necessária para aprovação, marcando a primeira falha do governo em emendar a constituição desde 2014.

O que você precisa saber
- A proposta vinculava a reserva de 33% das cadeiras para mulheres a uma redefinição dos limites eleitorais.
- O placar final terminou com 298 votos favoráveis e 230 contrários à medida constitucional.
- O governo indiano aprovou um fundo de seguro marítimo de 129,8 bilhões de rúpias para mitigar riscos comerciais.
Divergências políticas e representatividade
A oposição, sob liderança do Partido do Congresso, declarou apoio à reserva de vagas femininas, mas contestou a vinculação do projeto ao redesenho de distritos eleitorais. Parlamentares oposicionistas afirmam que a manobra favoreceria o Bharatiya Janata Party (BJP) visando o sistema eleitoral para 2029. O primeiro-ministro Narendra Modi classificou o resultado como um retrocesso à representação feminina no país.
Segurança e economia estratégica
Em paralelo às tensões políticas, a Índia reforça sua segurança comercial diante de instabilidades regionais. O Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador do Irã após incidentes no Estreito de Ormuz. Para proteger o fluxo de mercadorias, o país instituiu um pool de seguro marítimo, visando garantir a continuidade das operações frente a cenários de incerteza global. O movimento busca assegurar estabilidade para investidores e mercado financeiro diante da volatilidade externa.
Fonte: Dw