STF derruba lei de Santa Catarina que proibia cotas raciais

O STF derrubou, por unanimidade, a lei de Santa Catarina que proibia cotas raciais em universidades que recebem recursos públicos estaduais.
Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília
STF derruba lei de Santa Catarina que proibia cotas raciais em destaque no AEconomia.news.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, derrubar uma lei de Santa Catarina que proibia a reserva de cotas raciais em instituições de ensino que recebem recursos públicos estaduais. A votação, concluída no ambiente virtual da Corte, atingiu o placar de 10 votos a 0, invalidando a norma estadual.

Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília
Plenário do STF vota por unanimidade contra restrição de cotas raciais em Santa Catarina.

Contexto da decisão judicial

O julgamento avaliou ações protocoladas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e por partidos políticos, que questionavam a constitucionalidade da Lei 19.722. A legislação, sancionada anteriormente pelo governador Jorginho Melo, limitava a reserva de vagas apenas para pessoas com deficiência, alunos provenientes da rede pública ou critérios estritamente econômicos.

O relator do processo, ministro Gilmar Mendes, ressaltou que o tribunal possui jurisprudência consolidada acerca da validade de ações afirmativas. Segundo o magistrado, a constitucionalidade de políticas que utilizam critérios étnico-raciais para fomentar a inclusão no ensino superior é um entendimento consolidado pela Corte.

Impacto das políticas de inclusão

A decisão reafirma o posicionamento do STF sobre mecanismos que garantem a diversidade no ambiente acadêmico. Conforme dados do Censo da Educação Superior, a aplicação de reserva de vagas em universidades federais contribui para a permanência estudantil, com índices significativos de conclusão de graduação.

O voto do relator contou com o apoio dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. O entendimento final veda que entes estaduais limitem a autonomia das universidades na implementação de políticas de equidade social.

Fonte: Infomoney

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