O segmento de pessoas com mais de 65 anos recorre ao patrimônio imobiliário como alternativa estratégica para complementar a renda mensal. Com a valorização dos imóveis superando o índice de Inflação, surgem modalidades que permitem obter liquidez sem a necessidade de desocupar a residência habitual.
Modalidades de liquidez imobiliária
A hipoteca inversa destaca-se como uma das opções principais, permitindo que o proprietário receba recursos financeiros mantendo o direito de habitação. Segundo dados do setor, o número de operações cresceu em 2025 devido à necessidade de cobrir gastos correntes. Diferente de um empréstimo convencional, a dívida não é paga em vida, sendo quitada pelos herdeiros após o falecimento do titular.
Outra alternativa é o direito real de habitação, no qual o proprietário vende o imóvel a um fundo de investimento, mantendo a garantia legal de permanência no local até o fim da vida. Esta modalidade, similar à nuda propriedade, atrai investidores interessados em ativos imobiliários enquanto oferece segurança jurídica aos proprietários.
Impacto no planejamento financeiro
A decisão de utilizar o imóvel como fonte de recursos reflete uma mudança cultural em que a qualidade de vida durante a aposentadoria ganha protagonismo frente à herança imobiliária. A entrada de novas instituições financeiras e seguradoras no setor contribui para a profissionalização do mercado de liquidez imobiliária.
É fundamental que os interessados analisem as condições tributárias, visto que operações envolvendo a residência habitual de maiores de 65 anos possuem isenções fiscais em muitos contextos. O planejamento financeiro permite converter o patrimônio em tijolo em renda disponível, oferecendo suporte em um cenário de pressão sobre os sistemas públicos de pensões.
Fonte: Elpais