Os Estados Unidos e o Irã estão em discussões para realizar uma segunda rodada de conversas de paz no Paquistão, com a possibilidade de que as negociações ocorram em Islamabad.
A capital paquistanesa sediou a primeira rodada de negociações diretas entre as delegações dos EUA e do Irã no fim de semana anterior, marcando o primeiro engajamento diplomático de alto nível entre os dois países em décadas.

Apoio internacional e diplomacia
O Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, expressou o apoio de Pequim à manutenção do cessar-fogo e das conversas de paz. Wang enfatizou que a segurança soberana do Irã e seus direitos legítimos devem ser respeitados, assim como a liberdade de navegação e segurança no Estreito de Hormuz.
O Paquistão tem atuado ativamente para facilitar a retomada das negociações. O Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif viajou para a Arábia Saudita, Catar e Turquia para discutir a situação no oriente médio. O Chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, também visitou Teerã com o objetivo de reduzir as divergências entre Irã e EUA.
Impactos econômicos e sanções
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou para os impactos negativos dos altos preços do petróleo, decorrentes do conflito entre EUA e Irã, na economia global. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, advertiu que o mundo deve se preparar para tempos difíceis se o conflito persistir, com riscos de inflação também afetando os preços dos alimentos.
O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que o departamento está se preparando para introduzir novas sanções secundárias contra bancos que negociam com o Irã ou compram seu Petróleo. Bessent expressou otimismo quanto à possibilidade de os preços da gasolina retornarem a US$ 3 o galão entre junho e setembro.
Tensões nucleares e regionais
O Kremlin informou que os Estados Unidos rejeitaram uma proposta russa para controlar o urânio enriquecido do Irã e convertê-lo em combustível para reatores civis, como forma de aliviar as tensões em torno do programa nuclear iraniano.
Israel continua suas operações militares no Líbano, com o objetivo de neutralizar o Hezbollah. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu afirmou que as operações continuarão, apesar da pressão internacional para um cessar-fogo e diálogo.
Fonte: Dw