A cidade marroquina de Ouarzazate abriga a usina de Energia Solar Noor, uma das maiores do mundo. A planta emprega energia solar concentrada, usando espelhos para gerar eletricidade mesmo após o pôr do sol.

Apesar de sua capacidade para abastecer mais de um milhão de residências, a energia limpa ainda não atingiu a comunidade local de forma acessível. A rede energética de Marrocos ainda depende fortemente de combustíveis fósseis, especialmente usinas a carvão, o que tem retardado a transição energética do país.
Limitações da Rede Elétrica Atrasam Transição Energética
Marrocos possui planos ambiciosos para energias renováveis, visando atingir 52% de eletricidade renovável até 2030 e 70% até 2050. A usina Noor é um dos muitos megaprojetos de energia solar, eólica e hidrelétrica. O governo também se comprometeu a eliminar gradualmente o uso de carvão até 2040.
Contudo, a capacidade real de integrar a energia renovável produzida ao sistema elétrico nacional ainda é limitada. São necessários Investimentos em capacidade de rede e armazenamento de energia para que Marrocos possa utilizar plenamente suas fontes renováveis. A construção de sistemas de energia limpa em larga escala exige um investimento inicial considerável.
Megaprojetos vs. Energia Descentralizada
Críticos apontam que o foco do governo em megaprojetos como a usina Noor desvia a atenção de esquemas de energia limpa descentralizados. A energia solar concentrada demanda muita água para a limpeza regular dos espelhos. Além disso, terras de pastagem foram utilizadas para a construção da usina, com pouca consulta às comunidades locais.
Apesar dos desafios, a usina Noor demonstra as capacidades técnicas de Marrocos. Entretanto, ressalta a dificuldade de as energias renováveis deslocarem a geração de energia baseada em combustíveis fósseis, mesmo com investimentos expressivos.
Fonte: Dw