Uma pesquisa divulgada pela Quaest nesta quarta-feira (15) revelou que 72% dos brasileiros afirmam possuir dívidas, sejam elas poucas ou muitas. Especificamente, 29% relataram ter muitas dívidas e 43% indicaram ter poucas. Em contrapartida, 28% dos entrevistados declararam não possuir dívidas.
Comparado a maio de 2025, o percentual de endividados era de 65%. Os dados detalhados mostram uma variação: muitas dívidas caíram de 32% para 29%, enquanto poucas dívidas aumentaram de 33% para 43%. O grupo que não tem dívidas diminuiu de 34% para 28%.
A pesquisa, encomendada pela Genial investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Apoio a programas de renegociação de dívidas
Em relação a programas governamentais de auxílio a famílias endividadas, 70% dos entrevistados se mostraram a favor de um aumento de recursos federais para programas de renegociação de dívidas. Apenas 24% se posicionaram contra, e 6% não souberam responder.
O programa Desenrola Brasil, voltado para a renegociação de dívidas, foi avaliado positivamente por 46% dos participantes, um aumento em relação aos 42% de dezembro. No entanto, 45% desconhecem o programa, índice que era de 52% em dezembro, enquanto 9% desaprovam a iniciativa.
Percepção sobre a economia
A percepção sobre a situação econômica nos últimos 12 meses indica que 50% dos entrevistados consideram que a Economia piorou. Este índice tem apresentado uma tendência de alta, saindo de 43% em janeiro e fevereiro e 48% em março.
Os que acreditam que a economia melhorou somam 21%, uma queda em relação aos meses anteriores. Já 27% avaliam que a situação permaneceu a mesma.
Isenção do Imposto de Renda
Quanto à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, 31% dos entrevistados afirmaram ter sido beneficiados, enquanto 66% responderam negativamente. Esses números permaneceram estáveis em relação à pesquisa de março.
Expectativas econômicas futuras
A expectativa para a economia nos próximos 12 meses mostra uma tendência de queda na percepção de melhora. Atualmente, 40% acreditam que a economia vai melhorar, contra 41% em março. Por outro lado, 32% preveem uma piora, um leve recuo em relação aos 34% de março.
Preço dos alimentos e poder de compra
A percepção sobre o preço dos alimentos nos mercados no mês anterior à pesquisa indica que 72% dos brasileiros notaram uma alta nos preços, um aumento significativo de 14 pontos percentuais em relação a março. Apenas 8% perceberam queda nos preços.
No que diz respeito ao poder de compra, 71% dos entrevistados sentem que conseguem comprar menos do que há um ano, um aumento em relação aos 64% de março. Somente 11% afirmam conseguir comprar mais.