United Airlines e American Airlines consideram fusão com aval de Trump

United Airlines e American Airlines avaliam fusão com possível apoio de Donald Trump. União enfrentaria barreiras antitruste e escrutínio regulatório.

Scott Kirby, CEO da United Airlines, apresentou ao presidente dos EUA, Donald Trump, a possibilidade de fusão com a American Airlines. A união das duas companhias aéreas criaria um gigante no setor, mas enfrentaria forte escrutínio regulatório, de sindicatos e de consumidores.

Autoridades do setor apontam que um acordo encontraria barreiras antitruste significativas. Os detalhes da proposta de Kirby não foram divulgados publicamente.

Reunião na Casa Branca

A ideia da fusão foi apresentada a Trump durante uma reunião na Casa Branca em 25 de fevereiro, focada no futuro do Aeroporto Internacional Washington Dulles. Kirby argumentou que uma companhia aérea combinada teria melhor posicionamento internacional, diante da predominância de empresas estrangeiras na capacidade de assentos em voos de longa distância com origem e destino nos EUA.

Especialistas em antitruste e autoridades do setor alertam que a aprovação enfrentaria grandes obstáculos. As preocupações incluem concorrência, aumento de tarifas, perda de empregos e sobreposição de rotas em um mercado já dominado por quatro grandes companhias aéreas.

Barreiras antitruste e impacto no mercado

Desde o início do conflito entre Israel e Irã, as ações de ambas as companhias registraram quedas devido ao aumento dos preços do combustível de aviação. A American Airlines apresentou recuo de 14,1% e a United, de 10,4%.

Executivos do setor alertam que custos elevados de combustível podem remodelar o mercado aéreo, pressionando margens e limitando o crescimento. As Ações da American subiram 5% no pré-mercado, impulsionadas pela notícia do possível acordo, enquanto as da United avançaram cerca de 2%.

A American busca diminuir a distância para United e Delta Air Lines, que cresceram no mercado americano e adaptaram melhor seus produtos à demanda por viagens premium. Para a United, a fusão poderia garantir uma liderança clara sobre a Delta.

Um acordo entre United e American reduziria os “Big 4” para um “Big 3”, com um player dominante, o que geraria problemas de concorrência em muitas rotas. O Governo Trump, preocupado com acessibilidade e poder de precificação das companhias, provavelmente submeteria o acordo a uma análise rigorosa.

Fonte: G1

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