O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento da economia brasileira para 1,9% em 2026. A estimativa representa um aumento de 0,3 ponto percentual em relação à previsão divulgada em janeiro.
Essa revisão positiva é impulsionada, em parte, por um pequeno impacto da guerra no Oriente Médio, devido ao Brasil ser um exportador de petróleo. O conflito pode impulsionar o crescimento do país em cerca de 0,2 ponto percentual em 2026, segundo o relatório Perspectiva Econômica Global.
A perspectiva para o Brasil contrasta com a projeção global, que foi reduzida para 3,1% neste ano, refletindo os impactos da guerra na oferta de energia e potenciais interrupções no fornecimento.
O que você precisa saber
- Projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2026: 1,9% (alta de 0,3 p.p. ante janeiro).
- Impacto positivo da guerra noOriente Médioestimado em 0,2 p.p. em 2026.
- Projeção global de crescimento reduzida para 3,1% em 2024.
Cenário global e riscos
O FMI alerta que um conflito prolongado no Oriente Médio, com preços do petróleo em torno de US$ 100 o barril, pode levar a um crescimento global ainda menor em 2026, de 2,5%. O aumento dos preços da commodity tende a provocar nova alta da inflação global, pressionando as taxas de juros e aumentando a possibilidade de recessão.
O relatório também destaca os riscos à estabilidade financeira global, com pressões inflacionárias que podem levar a um aperto nos mercados de financiamento. Caso os preços do petróleo se mantenham elevados, acima de US$ 110 o barril, a expectativa é de Inflação mais persistente, exigindo que os bancos centrais reforcem o controle sobre os preços.
A inflação global para 2026 poderia ultrapassar os 6% no cenário mais severo, em comparação com 4,4% no cenário de referência mais otimista.
Perspectivas para 2027 e outros indicadores
Para 2027, o FMI reduziu a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2%, uma queda de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa de janeiro. Essa desaceleração é atribuída à diminuição da demanda global, custos mais altos de insumos e condições financeiras mais restritivas.
O FMI projeta que a inflação medida pelo IPCA fique em 4% em 2026, com uma taxa de desemprego estimada em 6,8%. Para 2027, a inflação é prevista em 3,4%, enquanto o desemprego pode alcançar 7,4%.
As projeções do FMI para o Brasil em 2026 e 2027 ficaram abaixo das expectativas para a América Latina e Caribe (2,3% e 2,7%, respectivamente) e para as Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento (3,9% e 4,2%).