Túnel Santos-Guarujá: Lula e Tarcísio disputam crédito de R$ 2,6 bilhões

Banco do Brasil libera R$ 2,6 bilhões para Túnel Santos-Guarujá, viabilizando início da obra. Financiamento se torna disputa política entre governos Lula e Tarcísio.

O Banco do Brasil formalizou um empréstimo de R$ 2,6 bilhões para o governo de São Paulo, destinado ao custeio do Túnel Santos-Guarujá. A operação de crédito viabiliza o início da obra, que se tornou um ponto de disputa política entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Tarcísio de Freitas.

O contrato com a concessionária Mota-Engil, responsável pela construção, foi assinado em janeiro, mas os aportes necessários para o início das obras ainda não haviam sido realizados. O evento de formalização do Financiamento contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros da Fazenda, dario durigan, e de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Em seus discursos, representantes do governo federal exaltaram as ações de Lula em prol de estados e municípios, ressaltando a importância do presidente para a viabilização do túnel imerso.

Obra dividida entre os entes

O Túnel Santos-Guarujá, prometido há mais de 100 anos, terá um custo total de quase R$ 7 bilhões. O aporte público será de R$ 5,14 bilhões, dividido igualmente entre os governos federal e estadual, com cerca de R$ 2,57 bilhões para cada.

O vice-presidente Alckmin relembrou os estudos realizados durante sua gestão como governador de São Paulo, que concluíram o túnel imerso como a melhor solução para a travessia entre Santos e Guarujá, sem comprometer a altura dos navios no canal portuário. Ele destacou a parceria entre os governos e o Banco do Brasil para a execução da obra.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o empréstimo só foi viabilizado em grande medida porque a União garante a operação e o recurso, caso o estado de São Paulo se torne inadimplente. O Governo estadual, por sua vez, atualizou um projeto da extinta estatal Dersa e ressaltou que, ao considerar os custos de contraprestação e desapropriação, o estado arcará com uma parcela maior do empreendimento.

Tarcísio de Freitas, que não participou do evento de formalização, enviou o secretário da Fazenda, Samuel Kinoshita. O governador vinha afirmando que o estado estava pronto para aportar 100% dos recursos necessários e que investiria mais que o governo federal. Pessoas ligadas a Tarcísio criticaram o evento, considerando-o uma tentativa do presidente de capitalizar politicamente sobre um projeto estadual.

Fonte: Infomoney

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