PL dos apps: Relator pedirá retirada de projeto da pauta da comissão

Relator do PL dos apps pedirá a retirada do projeto da pauta da comissão especial na Câmara dos Deputados. A votação estava prevista para esta terça-feira (14).

O relator do projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), solicitará ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a retirada de pauta do texto. A votação estava prevista para esta terça-feira (14) em comissão especial.

priscilla du preez dzchczuhtmo unsplash
priscilla du preez dzchczuhtmo unsplash

O parecer de Coutinho estabeleceu o piso de R$ 8,50 para corridas de curta distância para entregadores, divergindo da sugestão do governo de R$ 10 com adicional por quilômetro excedente. O relatório atualizado também prevê a correção anual da remuneração mínima pela inflação.

Novas regras de remuneração

Profissionais terão duas opções de remuneração bruta mínima: R$ 8,50 por entrega com distância de até 3 km (carro) ou 4 km (a pé, bicicleta ou moto), ou o recebimento por tempo trabalhado, com valor-hora mínimo de dois salários mínimos (R$ 14,74 por hora).

Direitos e vínculo empregatício

Coutinho afirmou que o relatório busca preservar o mérito técnico, propondo uma nova categoria e garantindo direitos como transparência algorítmica, seguridade social, repasses integrais de gorjetas, seguro de vida e acidentes, e isenção de imposto para aquisição de veículos. O texto reforça que o trabalho intermediado não estabelece vínculo empregatício, definindo o profissional como “trabalhador autônomo plataformizado”, atendendo à demanda das empresas.

Preço ao consumidor e previdência

O relator destacou o cuidado em não aumentar o preço ao consumidor, não onerar a previdência e nem inviabilizar o ambiente de negócios. Na modalidade de Transporte de passageiros, as plataformas poderão reter no máximo 30% do valor da corrida, calculado pela média semanal. O parecer também prevê um regime de previdência social com desconto de 5% sobre 25% da remuneração do profissional, com a empresa recolhendo 20% sobre esses 25%.

Fonte: Globo

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