A Oracle anunciou a expansão de sua parceria estratégica com a Bloom Energy, contratando 1,2 gigawatts (GW) de capacidade de sistemas de células de combustível da Bloom. A implantação deve ser concluída em 2027 e visa acelerar a infraestrutura de Inteligência Artificial (IA) da Oracle.

A expansão ocorre após a Oracle receber uma opção de compra de até 3,53 milhões de Ações da Bloom Energy. O investimento de US$ 400 milhões está atrelado a um preço de US$ 113,28 por ação, com potencial de ganho de US$ 316 milhões sobre o valor da opção, que pode ser exercida até 9 de outubro.
No total, a Oracle planeja adquirir até 2,8 GW de sistemas Bloom. As empresas iniciaram a colaboração em julho, com a Bloom se comprometendo a fornecer energia para data centers da Oracle nos Estados Unidos em até 90 dias.
Mahesh Thiagarajan, vice-presidente executivo da Oracle Cloud Infrastructure, destacou que a rápida implantação da energia confiável e eficiente das células de combustível da Bloom atende às demandas dos clientes da Oracle nos EUA.
A Oracle também registrou um aumento de quase 13% em suas Ações no pregão regular, impulsionada pela confiança dos investidores em empresas de software ligadas à IA. Apesar de uma queda de 20% no ano, as ações da Oracle registraram um novo aumento de 1,5% após o fechamento do mercado.
A Bloom Energy tem se beneficiado do boom da IA, com desenvolvedores de data centers buscando fontes de energia alternativas. Suas células de combustível fornecem energia no local, com rápida instalação e sem dependência da rede elétrica.
As ações da Bloom quadruplicaram em 2025 e mais do que dobraram este ano até o fechamento de segunda-feira, elevando seu valor de mercado para mais de US$ 50 bilhões. A empresa firmou acordos com concessionárias como a American Electric Power e desenvolvedores de data centers como a Equinix e a própria Oracle.
A Oracle, que levantou mais de US$ 100 bilhões em dívida para financiar sua expansão em data centers de IA, planeja operar suas células de combustível Bloom em instalações nos EUA.
Fonte: Cnbc