Oposição tenta unificar candidaturas de direita para vaga no TCU

Oposição busca unificar seis candidaturas de direita para impedir eleição de petista Odair Cunha para vaga no Tribunal de Contas da União. Arthur Lira articula apoio.

A oposição no Congresso Nacional busca unificar seis candidaturas de direita para a disputa pela vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo é impedir a eleição do deputado petista Odair Cunha (MG), que tem o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

O acordo para apoiar Odair Cunha foi feito entre o PT e a presidência da Câmara, em troca de apoio à candidatura de Lira à reeleição. Nos últimos dias, Arthur Lira tem contatado parlamentares para garantir votos para o petista.

Articulação para unificar candidaturas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o influenciador Pablo Marçal (União Brasil) estão atuando para convencer deputados com candidaturas menos competitivas a desistirem em favor de nomes mais fortes. O PL apoia a candidatura de Soraya Santos (PL-RJ), enquanto o União Brasil está com Elmar Nascimento (União Brasil-BA).

Flávio Bolsonaro deve se reunir com deputados do partido para articular o movimento. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido mapeia os deputados que estariam dispostos a abrir mão de suas candidaturas.

Elmar Nascimento defendeu a unificação das candidaturas de direita, sugerindo uma reunião entre os líderes dos partidos envolvidos para decidir um nome único.

Pressão de Pablo Marçal

Pablo Marçal tem utilizado suas redes sociais para pressionar os parlamentares a impedirem a eleição de Odair Cunha. Um vídeo publicado por ele no fim de semana atingiu milhões de visualizações e cobra posicionamento dos líderes.

A eleição para a vaga no TCU está marcada para esta terça-feira, 14. A Comissão de Finanças e Tributação já sabatinou os sete indicados à vaga, que foi aberta com a Aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.

Candidatos e discursos

Além de Odair Cunha e Elmar Nascimento, concorrem Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Gilson Daniel (Podemos-ES), Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Todos foram aprovados na sabatina da comissão.

Odair Cunha, apoiado por 12 partidos, buscou se distanciar da polarização, afirmando que sua candidatura pertence aos deputados. Danilo Forte criticou acordos políticos que, segundo ele, enfraquecem as instituições.

Elmar Nascimento expressou concordância com o acordo de Arthur Lira, mas discordou da ideia de um cargo vitalício ser definido por acordo político. Soraya Santos questionou a representatividade feminina na negociação. Gilson Daniel e Adriana Ventura se apresentaram como candidatos independentes.

Histórico e cenário da eleição

O histórico de eleições para o TCU mostra que candidaturas de direita fragmentadas podem favorecer o candidato do governo. Em eleições passadas, candidatos petistas obtiveram menos votos quando a oposição estava dividida.

O TCU é composto por nove ministros, sendo seis indicados pelo Congresso e três nomeados pelo Palácio do Planalto. A Corte é responsável por analisar as contas do presidente da República e fiscalizar as contas do Legislativo.

Fonte: Estadão

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