Ibovespa e Dólar Reagem a Fala de Trump e Indicadores Econômicos

Ibovespa registra novo recorde histórico impulsionado por blue chips e otimismo global. Dólar fecha abaixo de R$ 5, menor valor em dois anos, com fluxo estrangeiro.

O Ibovespa alcançou um novo recorde histórico nesta segunda-feira (13), superando a marca dos 198 mil pontos. O desempenho positivo foi impulsionado pelas Ações de grandes empresas como Vale e Petrobras, e beneficiado pela performance favorável em Wall Street. O principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão com uma alta de 0,34%, aos 198.001 pontos, após registrar um pico intradiário de 198.173 pontos.

Inicialmente, o mercado refletiu aversão ao risco com a queda da bolsa e a valorização do dólar. Essa movimentação foi motivada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, que geravam preocupações sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo. Contudo, a percepção de risco diminuiu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizando um interesse em buscar um acordo com o Irã.

A semana apresenta uma agenda econômica relevante, tanto no Brasil quanto no cenário internacional. Nos EUA, a temporada de divulgação de balanços trimestrais de grandes bancos está em curso. No Brasil, dados de atividade econômica e o Livro Bege norte-americano são aguardados com atenção.

Analistas de mercado observam que as expectativas de um cessar-fogo e o avanço das negociações para o fim do conflito no Oriente Médio têm fomentado os mercados. Esse cenário contribuiu para que o Ibovespa renovasse seu recorde histórico na semana anterior. A projeção para o índice aponta para níveis acima de 200 mil pontos, embora a volatilidade deva permanecer uma característica do período.

O dólar também reverteu a tendência de alta observada no início do dia, fechando abaixo da marca de R$ 5,00 pela primeira vez em dois anos. A moeda americana encerrou o pregão em baixa de 0,25%, cotada a R$ 4,9980, o menor valor de fechamento registrado desde 27 de março de 2024.

A percepção de que a América Latina, e em particular o Brasil, representa um porto seguro entre os mercados emergentes tem estimulado o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira. Dados da B3 indicam uma entrada líquida de R$ 11,55 bilhões em abril, até o dia 9. Com isso, o saldo positivo anual acumula quase R$ 65 bilhões, desconsiderando ofertas de ações.

Analistas mantêm uma perspectiva positiva para o Ibovespa, com projeções indicando o próximo objetivo de médio prazo em 250.000 pontos.

Em relação aos indicadores econômicos domésticos, o boletim Focus revisou a mediana das projeções para o IPCA de 2026, que avançou de 4,36% para 4,71%, superando o teto da meta de inflação. A estimativa para o IPCA de 2027 também apresentou elevação, de 3,85% para 3,91%. As projeções para a Taxa Selic ao final de 2026 permaneceram em 12,50%, com algumas atualizações pontuais indicando 12,75%.

Fonte: Infomoney

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