BofA eleva recomendação da ISA Energia para compra e define preço-alvo

BofA eleva recomendação da ISA Energia para compra e define preço-alvo em R$ 35, citando valuation atrativo e potencial de valorização.

O Bank of America (BofA) elevou a recomendação das ações da ISA Energia (ISAE4) de venda para compra. O banco também aumentou o preço-alvo em R$ 9, passando de R$ 26 para R$ 35 ao final deste ano, o que representa um potencial de valorização de 13,8% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (10).

Em relatório, o analista Gustavo Faria destacou uma melhora clara no potencial de valorização das ações ajustado ao risco, justificando a dupla elevação. Nos últimos 12 meses, ISAE4 acumula alta de 50,15%, enquanto o Ibovespa (IBOV) registrou 54,03%.

Em reação, os papéis operam em tom positivo. Por volta das 12h (horário de Brasília), ISAE4 registrava ganho de 1,69%, a R$ 31,29, figurando entre as maiores altas do Ibovespa.

Por que comprar ISA Energia agora?

O BofA aponta ao menos três motivos para a recomendação das ações da ISA Energia.

Primeiramente, a companhia está sendo negociada com um valuation atrativo. Atuando no segmento de transmissão de energia, a empresa apresenta um perfil de baixo risco, com beta inferior ao de seus pares.

Além disso, ISAE4 negocia com um prêmio de risco de ações (ERP) de cerca de 380 pontos-base (bps) em relação ao título do Tesouro NTN-B de longo prazo, em linha com os pares. Ajustando pelo beta, isso implica um ERP de 760 bps contra 500 bps do setor, sugerindo um prêmio de risco excessivo para um ativo de baixo risco.

O analista ainda destaca que as “opcionalidades” ainda não foram precificadas, em especial o contencioso previdenciário envolvendo a Sefaz, estimado em aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Com a abertura formal dos canais de renegociação judicial com o governo do Estado de São Paulo, o banco tem uma visão mais construtiva com o avanço nas discussões para termos comerciais.

Apesar desse progresso, o mercado ainda precifica praticamente zero de valorização desse item. Em um cenário conservador, o BofA estima um acordo entre a companhia e o Estado apenas em 2028, com um corte de 75% – o que adicionaria cerca de 6% ao Valor Presente Líquido (VPL). Em um cenário mais favorável, considerando um acordo entre R$ 4,6 bilhões a R$ 6,1 bilhões, o banco prevê uma alta de 10% a 20% no VPL.

Adicionalmente, um ciclo maior de capex de reforços e o possível reconhecimento de ativos não remunerados na base regulatória (RAB) podem adicionar mais de 3% ao VPL.

Fonte: Moneytimes

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