O Governo Federal decidiu substituir o comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devido ao desgaste da imagem da gestão com as longas filas de espera por benefícios. A situação é considerada um ponto de vulnerabilidade que pode ser explorado por adversários na campanha eleitoral.
A avaliação interna é que o ex-presidente Gilberto Waller foi importante para organizar a instituição após o escândalo de desvios de aposentadorias e pensões. Contudo, ele não teria conseguido solucionar o problema das filas, por não ser um especialista na área.
Mudança na Previdência
A substituição no comando do INSS foi defendida pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entende que é preciso reagir rapidamente a fatores que desgastam a imagem do governo, especialmente com a proximidade da campanha eleitoral.
Promessa de campanha e realidade
O presidente Lula havia prometido durante sua campanha em 2022 o fim das filas, mas o problema se agravou. O Palácio do Planalto percebe um duplo desgaste: o escândalo de desvios de dinheiro de aposentados e pensionistas e o aumento das filas para acesso aos serviços.
Nova gestão para agilizar serviços
A nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, é vista como uma profissional com experiência para agilizar os serviços e reduzir o tempo de espera. Antes de assumir a presidência, ela atuava como secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.
Gilberto Waller Júnior havia sido nomeado presidente do instituto em abril do ano passado, em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social. Sua nomeação ocorreu uma semana após a deflagração de uma operação que revelou um esquema de desvios por meio de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Fonte: G1