Superendividamento é problema crescente no Brasil, aponta Banco Central

O Banco Central aponta que o superendividamento é um problema crescente no Brasil, afetando milhões de brasileiros com dívidas em diversas modalidades de crédito.

O Banco Central (BC) avaliou que o superendividamento se tornou um problema crescente no Brasil, afetando milhões de pessoas. No fim de 2024, 117 milhões de brasileiros possuíam alguma dívida com instituições financeiras, enquanto 130 milhões tinham limite de crédito disponível.

Gráfico do Banco Central sobre endividamento no Brasil
Gráfico do Banco Central sobre o crescimento do endividamento no Brasil.

O relatório indica um aumento de 32 milhões de pessoas com acesso a produtos financeiros em quatro anos, representando um crescimento de 34%. A análise surge em um momento em que o governo federal discute medidas para reduzir o endividamento da população.

Uma das propostas em avaliação é a unificação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma única operação, com renegociação de juros e possibilidade de descontos. O governo também considera o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de débitos, com limites estabelecidos.

Uso de linhas de crédito mais caras

O BC observou uma expansão expressiva de modalidades de crédito sem garantia, caracterizadas por juros mais elevados. O número de brasileiros com empréstimo pessoal mais que triplicou desde 2020, atingindo 41,7 milhões de clientes. O uso do cartão de crédito, considerado um vilão do endividamento, também cresceu significativamente, com cerca de 53 milhões de pessoas em 2024.

Modalidades como cheque especial e crédito consignado são utilizadas por aproximadamente 24 milhões de clientes, com crescimento na faixa de 20% no período. Financiamentos imobiliários e automotivos alcançaram quase 10 milhões de clientes cada, com o financiamento imobiliário apresentando crescimento de 23%.

Impacto psicológico do endividamento

A autoridade monetária destacou que o aumento do endividamento tem causado um impacto psicológico profundo na vida dos brasileiros. Estudos associam o endividamento excessivo a altos níveis de estresse, ansiedade e depressão, podendo levar a problemas de sono, baixa autoestima e conflitos familiares.

O BC atribui parte do problema à facilidade de acesso ao crédito, sem uma oferta responsável e adequada ao perfil do cliente por parte das instituições, aliada à falta de proteção ao consumidor e educação financeira, o que leva muitos brasileiros a contraírem dívidas insustentáveis.

Fonte: G1

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