A projeção dos economistas para a inflação em 2026 superou o teto da meta estabelecida pelo Banco Central. A estimativa para a alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano subiu para 4,71%, um aumento de 0,35 ponto percentual em relação à semana anterior, segundo a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central.
Esta é a quinta semana consecutiva de elevação na previsão, impulsionada por preocupações decorrentes do conflito no Oriente Médio, que tem provocado avanço nos preços do petróleo. Para 2027, a expectativa do IPCA também registrou alta, passando de 3,85% para 3,91%.
Teto da meta de inflação superado
Com a projeção atual, a estimativa para a inflação em 2026 ultrapassou o teto da meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Esta é a primeira vez que a previsão supera a casa dos 4,5%.
Perspectiva para juros e PIB mantida
Apesar das preocupações com a inflação, a perspectiva para os juros ao final do ano não sofreu alterações. A taxa básica de juros (Selic) deve terminar 2026 a 12,5% e 2027 a 10,5%. Os analistas consultados continuam prevendo um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
As estimativas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2026 e 2027 também foram mantidas em 1,85% e 1,80%, respectivamente.
Dólar com projeção de recuo
As projeções para o dólar no final de 2026 e 2027 apresentaram recuo. A expectativa é que a moeda americana feche 2026 a R$ 5,37 e 2027 a R$ 5,40, ante R$ 5,40 e R$ 5,45 na semana anterior.