A ameaça dos Estados Unidos de bloquear embarcações que entram ou saem de portos iranianos eleva a aversão ao risco nos mercados globais. O fracasso das negociações entre Washington e Teerã no fim de semana já se reflete nos ativos nesta segunda-feira, com alta do Petróleo e queda dos futuros de índices em Nova York, em busca por proteção diante da escalada da retórica de guerra.
Por volta das 8h, o petróleo Brent para entrega em junho subia 6,93%, a US$ 102,06 por barril, enquanto o WTI para maio avançava 7,53%, a US$ 103,84. Em Wall Street, os futuros do S&P 500 caíam 0,59%, os do Nasdaq recuavam 0,62% e os do Dow Jones cediam 0,49%.
Após ambos os países concordarem com um cessar-fogo de duas semanas, cresce a possibilidade de ruptura do acordo. O presidente americano, Donald Trump, ameaçou que a Marinha dos EUA passaria a bloquear quaisquer navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz.
A declaração provocou reação imediata da Guarda Revolucionária do Irã, que afirmou que qualquer aproximação de embarcações militares à rota — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — será considerada uma violação do cessar-fogo e tratada de forma severa e decisiva.
Os investidores devem permanecer atentos a novos desdobramentos. Ativos brasileiros mostraram certa resiliência durante o conflito. O Ibovespa renovou recordes pelo terceiro pregão consecutivo na última sexta-feira, superando os 197 mil pontos, consolidando a segunda maior valorização do ano entre os 20 principais indicadores globais.
No mercado de câmbio, o real segue com o melhor desempenho entre as 33 moedas mais líquidas. No acumulado do ano, a moeda brasileira se valoriza cerca de 9,5%, com o dólar passando de R$ 5,48 na virada do ano para R$ 5,01 no último pregão.
Na agenda desta segunda-feira, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de reuniões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Fonte: Globo