A Hungria decidiu encerrar 16 anos de governo de Viktor Orban. O partido de oposição Tisza, liderado por Peter Magyar, conquistou uma maioria de dois terços no parlamento, garantindo 138 dos 199 assentos disponíveis. A legenda de Orban, Fidesz, obteve 55 assentos, tornando-se a maior força de oposição.

A vitória do Tisza representa uma mudança significativa no cenário político húngaro. Peter Magyar, ex-aliado de Orban, prometeu restaurar o sistema de freios e contrapesos, demitir funcionários nomeados por Orban e implementar reformas para restabelecer o equilíbrio nas instituições do país.
O que o Tisza pode fazer com a maioria qualificada?
Com a maioria de dois terços, o Tisza poderá aprovar reformas substanciais, incluindo emendas constitucionais, com maior facilidade. Magyar já indicou que pretende remover funcionários que considera terem capturado as instituições independentes da Hungria.
Reações internacionais à vitória de Magyar
Líderes europeus, como Donald Tusk (Polônia), Giorgia Meloni (Itália), Keir Starmer (Reino Unido), Pedro Sanchez (Espanha), Friedrich Merz (Alemanha) e Emmanuel Macron (França), parabenizaram Peter Magyar pela vitória. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a Hungria “escolheu a Europa”.
A relação entre Hungria e Polônia, tradicionalmente aliadas no grupo Visegrad, tem sido tensa devido à postura de Orban em relação ao apoio da UE à Ucrânia. A vitória de Magyar é vista por alguns como um sinal de reaproximação.
Orban admite derrota e promete servir da oposição
Viktor Orban reconheceu a derrota como “dolorosa, mas inequívoca”. Ele afirmou que continuará a servir a nação húngara a partir da oposição. Orban governou a Hungria continuamente desde 2010, após um primeiro mandato entre 1998 e 2002.
O partido de extrema-direita Movimento Nossa Pátria (MHM) conquistou 6 assentos. Os partidos de centro-esquerda Coalizão Democrática (DK) e o Partido dos Cães de Cauda Dupla Húngaro (MKKP) não atingiram o limite de 5% dos votos para entrar no parlamento.
Fonte: Dw