Neurociência explica como música ser tão potente quanto medicamentos no cérebro

Neurocientistas explicam como a música ativa o cérebro de forma comparável a medicamentos, auxiliando no tratamento de doenças neurológicas e na saúde mental.

A neurociência revela que a música, ao ativar diversas regiões cerebrais, pode ter efeitos comparáveis aos de medicamentos em diversas funções cognitivas e emocionais. Daniel J. Levitin, autor de “A Cura Pela Música”, detalha como o cérebro processa a música de forma multimodal, envolvendo circuitos de movimento, emoção, memória e recompensa.

Música no tratamento de doenças neurológicas

A música demonstra um potencial terapêutico notável, especialmente em doenças neurológicas. O caso do cantor Tony Bennett, diagnosticado com Alzheimer avançado, ilustra como a música pode preservar memórias musicais robustas, mesmo com o cérebro severamente afetado. A redundância biológica e a estrutura rítmica e melódica da música atuam como dispositivos mnemônicos, auxiliando na recuperação de informações e estimulando a neuroplasticidade, fundamental para a recuperação de condições como Parkinson e AVC.

Música e saúde mental

A música transcende o mero entretenimento, atuando como uma ferramenta valiosa para a saúde mental. Ela pode auxiliar indivíduos com transtornos psiquiátricos graves, como esquizofrenia, na organização de pensamentos e regulação emocional. A musicoterapia, ao modular neurotransmissores como dopamina e serotonina, melhora o estado de ânimo e pode reduzir alucinações auditivas. Embora as evidências ainda sejam preliminares em larga escala, a prática terapêutica com música oferece benefícios significativos.

Música como analgésico natural

O impacto da música no sistema nervoso explica sua capacidade analgésica. Estudos indicam que ouvir música pode reduzir a necessidade de anestesia em cirurgias e aliviar dores no pós-operatório. A música atua no cérebro como um “interruptor da atenção”, desativando a percepção da dor. Além disso, o cérebro libera opioides naturais em resposta à música. A eficácia é potencializada quando o paciente seleciona as próprias músicas, promovendo relaxamento e alívio da dor de forma personalizada.

Pessoa ouvindo música com fones de ouvido
A música ativa diversas áreas do cérebro, com potencial terapêutico.
Close-up de um disco de vinil girando
A estrutura musical auxilia na recuperação de memórias.
Pessoa tocando piano
A música pode ser uma aliada no tratamento de doenças neurológicas.

Fonte: UOL

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