A Justiça Militar decretou a prisão preventiva do soldado do Exército Athirson do Nascimento Reis, acusado de matar a tiros um colega de farda na última quarta-feira, 8, no 8º Batalhão de Polícia do Exército, localizado no Ibirapuera, zona sul da capital.
Segundo relatos de testemunhas, o disparo ocorreu enquanto Athirson manuseava uma pistola calibre 9 milímetros de forma inadequada, em tom de brincadeira. Horas antes, o soldado, que ingressou na corporação há menos de dois meses, havia sido advertido por colegas após apontar a arma para outro militar.
A vítima, o soldado Antônio Henrique dos Santos Sousa, foi atingida no tórax enquanto estava deitada em uma cama. Athirson tentou prestar os primeiros socorros, e outros militares auxiliaram no atendimento até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, mas Antônio não resistiu ao disparo e morreu.
Athirson foi preso em flagrante por outros militares ainda no 8º Batalhão de Polícia do Exército. Na tarde de sexta-feira, 10, ele passou por audiência de custódia na sede da 2ª Auditoria da Justiça Militar da União, no centro da capital.
Prisão preventiva mantida
A prisão preventiva foi mantida para garantir a hierarquia e a disciplina militar, além da adequada apuração dos fatos, conforme informou a Justiça Militar. O inquérito policial militar segue em andamento.
Ministério Público Militar investiga caso
Após a conclusão das investigações, o caso será encaminhado ao Ministério Público Militar, responsável por eventual oferecimento de denúncia. A tipificação penal poderá incluir o crime de homicídio, a depender do desdobramento da investigação.
Fonte: Estadão