Mais de 27 milhões de peruanos vão às urnas neste domingo para escolher o próximo presidente, em um cenário de instabilidade política que já levou o país a ter nove presidentes nos últimos nove anos. As pesquisas indicam que candidatos de direita lideram as intenções de voto, mas a alta taxa de indecisos, próxima a um terço do eleitorado, pode alterar o resultado.
Caso nenhum candidato atinja mais de 50% dos votos válidos, um segundo turno será realizado em 7 de junho. A disputa inicial aponta Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, como favorita para avançar, repetindo um padrão de suas candidaturas anteriores em 2011, 2016 e 2021, quando foi derrotada na votação final.
Carlos Álvarez ganha força com promessas de segurança
Nas últimas semanas, o ex-comediante e apresentador de televisão Carlos Álvarez ascendeu nas pesquisas, alcançando o segundo lugar. Sua campanha foca em propostas radicais de segurança pública, incluindo prisão perpétua para crimes graves e pena de morte em casos flagrantes. Álvarez se apresenta como um “não político”, criticando a polarização e defendendo a atenção à infância em saúde e educação, com forte base eleitoral nas zonas rurais.
Rafael López Aliaga busca recuperar liderança
O empresário Rafael López Aliaga, conhecido como “Porky” e identificado com a direita, busca recuperar a liderança após ter sido ultrapassado por Fujimori. Na eleição de 2021, ele se apresentou como o “Bolsonaro peruano”. Aliaga defende uma agenda de redução do Estado e política fiscal austera para atrair investimentos e estabilizar a economia. Ele também levanta a possibilidade de fraude eleitoral, ecoando discursos de Donald Trump.
Outros nomes como o ex-prefeito de Lima, Ricardo Belmont, têm mostrado crescimento nas pesquisas de última hora. Candidatos mais ligados à centro-esquerda, como Roberto Sánchez e Alfonso López Chau, correm por fora.
Fonte: Infomoney