Senado avança com indicação de Otto Lobo para CVM após aval de Alcolumbre

Senado avança com indicação de Otto Lobo para CVM após aval de Alcolumbre. Sabatina do indicado ainda não tem data definida, mas pode ocorrer em maio.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) a indicação de Otto Lobo para o comando da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A sabatina do indicado, que também teve seu nome enviado para uma diretoria da autarquia, ainda não tem data definida. O presidente da CAE, Renan Calheiros, definirá os prazos, mas as análises podem ocorrer apenas em meados de maio devido a feriados e ao depoimento semestral do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, previsto para o início do mês.

Otto Lobo, que atuou como presidente interino da CVM até o fim de 2023, foi indicado em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua nomeação enfrentou resistência da equipe econômica, que preferia outro nome para a instituição. Lobo chegou à diretoria da CVM em 2022, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro.

A indicação de Lobo ocorre em um momento de atenção redobrada para órgãos reguladores financeiros, especialmente após o caso Master. Superintendentes da CVM deixaram seus cargos no fim de março, após um relatório apontar falhas relacionadas ao banco. O diretor mais antigo da casa, João Accioly, assumiu interinamente a presidência e criticou o que chamou de “ataque” ao órgão.

Bastidores da indicação e agenda no Senado

Alcolumbre manifestou o desejo de agilizar a análise de indicações até meados do ano, antes do período eleitoral que costuma esvaziar o Senado. Paralelamente, o nome de Jorge Messias foi liberado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em fevereiro, o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou uma representação que contestava a indicação de Otto Lobo. A Corte considerou que o processo de indicação não era de sua competência e que a representação carecia de indícios suficientes de irregularidade. O pedido, formulado pelo Ministério Público junto ao TCU, buscava suspender a sabatina ou emitir alerta sobre supostas “decisões polêmicas favoráveis ao Banco Master“.

Otto Lobo afirmou anteriormente que não possuía proximidade com o Banco Master e que, caso confirmado na CVM, não julgaria inquéritos sobre o banco até o fim de seu mandato, pois novos casos levariam tempo para serem avaliados pela diretoria.

Fonte: Estadão

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