O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a necessidade de supervisão sobre instituições financeiras não bancárias (NBFIs) em momentos de crise. Segundo ele, o aperto da regulação bancária após a crise de 2008 levou a uma migração de liquidez para fora do sistema bancário tradicional, aumentando o peso de agentes como fundos, instituições de pagamento, fintechs, corretoras e distribuidoras.
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Galípolo ressaltou que essas entidades, embora desempenhem funções análogas às dos bancos, operam fora do perímetro regulatório tradicional. Ele alertou que a atividade fora do alcance direto dos bancos centrais pode se tornar uma fonte de instabilidade financeira. A autoridade monetária é a única com o poder de prover liquidez ao sistema em situações de estresse.
“Se eu vou ter que dar liquidez em um evento de crise, eu gostaria também de supervisionar”, afirmou Galípolo, destacando a razão central do debate sobre o alcance da supervisão dessas entidades. A discussão sobre como regular esses agentes, que exercem funções semelhantes às dos bancos sem a mesma regulação, está em curso globalmente e apresenta visões divergentes.
A expansão de agentes fora do sistema bancário tradicional intensificou o debate sobre o perímetro regulatório e a estabilidade financeira. O presidente do BC mencionou o crescimento das chamadas instituições financeiras não bancárias (NBFIs) em palestra sobre conjuntura econômica e política monetária.
Fonte: Globo