O Citi ajustou sua recomendação para as ações da B3 (B3SA3), elevando o preço-alvo de R$ 19 para R$ 23. Essa mudança representa um potencial de valorização de 20% em relação ao fechamento do dia anterior e eleva a recomendação do papel de neutra para compra.






A revisão das estimativas pelo banco é fundamentada em aumentos significativos nos lucros projetados para a B3. As projeções para 2026 e 2027 foram elevadas em 17% e 13%, respectivamente. Esse avanço é impulsionado principalmente pela aceleração nos pagamentos de juros sobre o capital próprio (JCP), que geram benefícios fiscais relevantes para a companhia.
Recentemente, o conselho de administração da B3 aprovou a distribuição de R$ 372,5 milhões em JCP, o que equivale a R$ 0,07434043 por ação. O pagamento está programado para 13 de abril, com base na posição acionária registrada em 31 de março de 2026.
A B3 tem apresentado crescimento no volume negociado de ações em 2026, beneficiada pela entrada de fluxo estrangeiro, mesmo diante da volatilidade gerada pela guerra no Oriente Médio.
Elevação das estimativas de lucro
O Citi também aumentou suas premissas para o volume médio diário negociado na B3 em 9% para o ano corrente. Essa atualização reflete os dados mais recentes divulgados pela companhia em seus relatórios semanais referentes a março.
Com as novas projeções, o banco estima um lucro líquido de R$ 6,6 bilhões em 2026 e R$ 6,8 bilhões em 2027. Esses valores superam em 19% e 13%, respectivamente, o consenso de mercado compilado pela Bloomberg.
Com base nas estimativas revisadas, a B3 negocia a um múltiplo de preço/lucro de 15 vezes para 2026 e 14,5 vezes para 2027. Essas métricas indicam um potencial rendimento de dividendos de 6,4%.
Fonte: Moneytimes