O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou o agendamento da sessão do Congresso para 30 de abril, com o objetivo de votar o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria. A decisão envia uma mensagem implícita de que o senador não pretende ler requerimentos para a criação de uma CPI ou CPMI do Master.

Interlocutores de Alcolumbre confirmam essa intenção. A oposição considera a CPI do Master como não prioritária, citando a votação do veto como mais importante e a delação de Daniel Vorcaro, dono do Master, como suficiente para revelar os fatos.
Até a data da sessão, não se descarta a possibilidade de senadores retirarem assinaturas de requerimentos para a criação da CPI do Master.
Veto ao PL da dosimetria pode ser derrubado, avalia oposição
A oposição demonstra confiança na derrubada do veto de Lula, especialmente diante das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e das relações de ministros com Daniel Vorcaro. Contudo, a equipe do presidente Lula, nos bastidores, se opõe à comissão, argumentando que a delação de Vorcaro já trará as informações necessárias sobre as relações do banqueiro com os setores político e empresarial.
Após pressões de ambos os lados, governistas e opositores, Davi Alcolumbre sinalizou que buscará atender aos interesses de ambos os grupos. Nesta quinta-feira, ele encaminhou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a indicação de Jorge Messias para o STF, com sabatina prevista para 29 de abril. O Palácio do Planalto celebrou a decisão.
Pouco depois, Alcolumbre marcou para 30 de abril a sessão do Congresso, focada em um único veto: o do projeto que reduziria as penas de condenados na trama golpista. A expectativa é de que haja um acordo, com Messias sendo aprovado e o governo não dificultando a votação do veto de Lula, com uma vantagem para o governo pela ordem dos temas.
Fonte: G1