O Exército Brasileiro prendeu, nesta sexta-feira (10), três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no núcleo 4 da trama golpista. Um ex-major do Exército também foi detido, totalizando quatro prisões. Com isso, os detidos passam a cumprir as penas definitivas de 13 a 17 anos de prisão.

Os réus foram condenados por disseminar notícias falsas com o objetivo de criar instabilidade institucional e favorecer uma tentativa de golpe de Estado, visando manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral de 2022.
A ação ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, decretar o trânsito em julgado para este grupo, o que significa que não cabem mais recursos e a pena deve ser cumprida integralmente.
Militares presos e foragidos
Foram presos:
- Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército, detido em sua residência no Espírito Santo.
- Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército, que cumprirá pena em Brasília.
- Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército, também em Brasília.
- Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército, cujo local de cumprimento de pena não foi divulgado.
O coronel do Exército Reginaldo Abreu, que também deveria ter sido preso, encontra-se nos Estados Unidos e é considerado foragido. Segundo sua defesa, ele deixou o país legalmente antes de qualquer ordem judicial restritiva e solicitou asilo político.
Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, é outro foragido, supostamente no Reino Unido, com prisão sob responsabilidade da Polícia Federal (PF).
O agente da PF Marcelo Bormevet, também condenado, já estava preso desde 2024 e passa a cumprir a pena definitiva.
Execução da pena
O encerramento da fase de recursos, determinado por Alexandre de Moraes, permitiu a execução imediata das penas. Militares da ativa têm o direito de cumprir prisão em estabelecimentos militares, enquanto os demais condenados serão encaminhados a presídios civis.
Ao todo, sete réus foram condenados no núcleo 4 da trama. As penas variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de prisão, além de pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos e inelegibilidade.
A Procuradoria Geral da República (PGR) acusou os réus de utilizarem a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar adversários políticos e disseminar informações falsas contra o processo eleitoral e as instituições democráticas.
Fonte: G1