Trump cobra Irã por Estreito de Ormuz e pressiona por acordo

Donald Trump cobra Irã por bloqueio do Estreito de Ormuz e pressiona por acordo de paz, enquanto tensões no Líbano e impacto econômico persistem.
U.S. President Donald Trump speaks during the signing ceremony for an execituve order on mail ballots, in the Oval Office of the White House in Washington, D.C., March 31, 2026. REUTERS/Evan Vucci TPX IMAGES OF THE DAY

O presidente americano Donald Trump exigiu que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o tráfego de petróleo, às vésperas de negociações de paz. A declaração foi feita na plataforma Truth Social, onde Trump afirmou que o Irã tem agido de forma desonrosa ao impedir a passagem de petróleo pelo estreito, e que o fluxo será retomado “com ou sem a ajuda do Irã”.

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O tráfego pelo estreito, que antes da guerra respondia por cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito negociados no mundo, mostrou pouco sinal de retomada desde o anúncio da trégua. O petróleo Brent operava com alta de cerca de 1,9%, a quase US$ 98 o barril, em Londres nesta sexta-feira. As bolsas asiáticas avançaram, registrando o primeiro ganho semanal desde o início do conflito, com investidores cautelosamente otimistas antes das negociações do fim de semana.

O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, filho do líder morto no primeiro dia da guerra, disse em publicação no Telegram que o Irã “certamente levará a gestão do Estreito de Ormuz a um novo estágio”, sem deixar claro se a declaração se referia à pretensão iraniana de manter controle sobre a passagem, posição que os EUA já rejeitaram. Khamenei reiterou também que o Irã exige reparações de guerra, condição considerada inviável para os negociadores americanos.

Apesar do cenário, Trump disse à NBC estar “otimista” em relação a um acordo e descreveu os líderes iranianos como “muito mais razoáveis” do que suas declarações públicas sugerem. O vice-presidente JD Vance liderará a deleagem americana nas negociações em Islamabade, acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner.

Tensão no Líbano e resposta do Hezbollah

O Líbano segue como o principal ponto de tensão antes das conversas. Trump disse à NBC que pediu a Netanyahu para “baixar o tom” nos ataques ao Líbano, após conversa telefônica entre os dois na quarta-feira. Mesmo assim, Israel continuou a atacar cidades no sul do país nesta sexta. O Hezbollah respondeu com drones e salvas de foguetes em direção ao território israelense, e socorristas israelenses relataram feridos em cidades do centro e sul de Israel.

O chefe do estado-maior do IDF, Eyal Zamir, afirmou: “O IDF está em estado de guerra; não estamos em cessar-fogo na frente norte. Continuamos a operar nesta frente. Este é nosso foco operacional primário.”

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que os ataques israelenses no Líbano constituem uma “clara violação” do cessar-fogo e tornariam as conversas de paz “sem sentido”. Netanyahu anunciou a abertura de negociações diretas com o Líbano para discutir o desarmamento do Hezbollah, e os EUA confirmaram que vão sediar uma reunião com Israel e Líbano na semana que vem. O governo libanês, porém, disse que não negociará “sob fogo”.

Impacto humanitário e econômico da guerra

A guerra no Oriente Médio já causou mais de 5.500 mortes, segundo governos e organizações não governamentais. Mais de 3.600 pessoas morreram no Irã, segundo estimativa da Human Rights Activists News Agency, com sede nos EUA, e mais de 1.700 no Líbano, de acordo com o governo do país. Israel afirma ter eliminado mais de 1.400 militantes do Hezbollah, incluindo 200 somente na quarta-feira. Cerca de três dezenas de pessoas morreram em Israel e número semelhante nos países do Golfo Árabe. Treze militares americanos foram mortos, segundo o Comando Central dos EUA.

A Arábia Saudita confirmou ter perdido mais de 500 mil barris por dia de capacidade de produção de petróleo em decorrência dos ataques iranianos à infraestrutura do país. Ataques a uma estação de bombeamento do oleoduto leste-oeste reduziram o fluxo diário em 700 mil barris, segundo a agência estatal Saudi Press Agency.

Fonte: Infomoney

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